Copom corta os juros pela quinta vez seguida (Jornal da Globo 22/07/2009)
Fonte: Jornal da Globo
O Banco Central cortou pela quinta vez seguida os juros básicos da economia brasileira. A taxa agora é a menor da série histórica, iniciada em 1996.
Depois de duas horas e três minutos de reunião, o veredicto: redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros da economia. A decisão do Comitê de Política Monetária foi unânime e dentro do que o mercado já esperava.
A onda de cortes da Selic começou em janeiro. De lá pra cá, foram cinco quedas seguidas, que derrubaram os juros de 13,75% para os atuais 8,75% ao ano. Um ajuste de cinco pontos percentuais.
Diante da expectativa de retomada do crescimento econômico, boa parte dos economistas acredita que os cortes na taxa de juros devem parar por aqui, pelo menos por alguns meses.
"Diversos setores da economia já vêm mostrando um reaquecimento importante. Então acho que isso também está por trás do fato do Banco Central sinalizar que não vai mais cortar o juro. Ou seja, o estímulo que eu fiz, e que vai ser sentido na economia ao longo dos próximos meses, já é suficiente para colocar a economia de volta na rota do crescimento", explica o economista da Mauá Investimentos, Caio Megale.
No ranking dos juros reais mais altos do mundo, que são calculados descontando a expectativa de inflação, o Brasil passou da terceira para a quinta posição, atrás agora de China, Hungria, Tailândia e Argentina.
O economista da Global Financial Advisor, Miguel Daoud lembra que a taxa de juros não é apenas um instrumento de controle da inflação, e que reflete as deficiências de cada país. "O volume de crédito no Brasil é muito pequeno, você produzir no Brasil você encontra dificuldades, tem questão tributária, trabalhista, da previdência, você tem deficiências em infra-estrutura. A taxa de juros vai continuar sendo alta enquanto não se resolver essas deficiências estruturais que o país tem."










