Nunca foi tão vantajoso investir na poupança (Jornal da Globo - 24/07/2009)
Fonte: Jornal da Globo
O corte da taxa básica de juros para o menor patamar da história do Brasil deu brilho novo à velha caderneta de poupança.
Ficou mais difícil para os investidores conseguir rentabilidade superior à caderneta de poupança em aplicações como os fundos DI, que têm o rendimento atrelado à taxa básica de juros da economia.
Aplicando na poupança, que não paga imposto hoje, o investidor tem um ganho garantido de 6,17% ao ano, mais TR, que é a taxa referencial. Em uma projeção para os próximos 12 meses, isso significa 7,2%.
Para obter o mesmo rendimento em um fundo DI, seria preciso deixar o dinheiro aplicado por um prazo mínimo de dois anos, para pagar menos imposto de renda, 15% e ainda conseguir uma outra condição especial: taxa de administração de no máximo 0,2%, o que só está disponível para grandes investidores.
"Um fundo que não cobrasse hoje daria um rendimento ligeiramente superior à poupança. Ligeiramente. Mas como os bancos cobram taxas de administração nos fundos, não é zero. Então praticamente 100% dos fundos hoje tem um rendimento inferior ao rendimento da caderneta de poupança", explica o economista da Tendências Consultoria, Juan Jensen.
As vantagens da caderneta sobre os fundos atrelados a títulos púbicos preocupam o governo. Uma forte migração de recursos pode gerar um desequilíbrio.
Para evitar isso, o governo já chegou a anunciar em maio que diminuiria o imposto de renda dos fundos e passaria taxar as aplicações na poupança cima de R$ 50 mil a partir do ano que vem.
A proposta precisaria ser aprovada ainda este ano no Congresso, mas o projeto ainda não foi encaminhado.










