Aulas do colégio Emília Ferreira Branco começam com atraso (DFTV - 04/01/2010)
Fonte: DFTV 1ª Edição
As atividades na escola, em Águas Lindas, só começaram hoje. Três dias depois do previsto. O motivo? As péssimas condições do prédio onde estudam 1,4 mil alunos.
A associação de pais decidiu fazer um mutirão para reformar a escola. “Nós vamos chamar um pedreiro, um bombeiro hidráulico e eles vão fazer um orçamento. Vamos ver quanto fica e iremos dividir esse valor com os pais”, explica Maria do Socorro, da associação de pais.
Enquanto isso, alguns alunos terão que estudar de forma improvisada. Duas das dez salas estão sem telhado, já que a estrutura não resistiu ao peso das telhas. A biblioteca e o pátio serão usados como classe.
“Você vem pra escola já desanimado. Tem muito gente que vem porque quer se formar, quer ser alguém na vida, mas a estrutura daqui não nos proporciona isso”, reclama o estudante Wanderson Ferreira.
Há dez anos, a escola funciona no prédio que já foi uma garagem de ônibus. O governo paga aluguel para usar a estrutura. Nas paredes se vê as marcas do vandalismo. E o que deveria ser um laboratório de informática virou depósito de carteiras e cadeiras quebradas. Os banheiros não têm portas e torneiras.
Na classe que é considera uma das melhores da escola, o problema já começa na parede. A infiltração do cano do banheiro, que fica do outro lado, enche a sala de água e deixa as paredes e o quadro-negro úmidos.
“Como que estuda dessa forma, se nem as salas foram cobertas?”, questiona Márcia Fernandes, mãe de um aluno.
A Secretaria de Educação de Goiás disse que aluga prédios porque não tem onde colocar os alunos. Ainda de acordo com a secretaria, a reforma começa em duas semanas.
Flávia Marsola / Érito Meirelles











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