Estudantes tiveram que improvisar salas de aulas em Águas Lindas (DFTV - 04/02/2010)
Fonte: DFTV 2ª Edição
O Colégio Estadual Emília Ferreira Branco, em Águas Lindas, voltou a funcionar nesta quinta-feira, dia 4. Mas os alunos assistiram à aula no pátio da escola.
No primeiro dia de aula, susto. “A gente chega e vê todos os alunos espalhados pelo pátio”, diz uma aluna.
O ambiente não é o mais adequado para aprender. As telhas de amianto esquentam o lugar barulhento, que serve de passagem para a secretaria e a cantina. “O que adianta a gente ter ótimos professores e uma estrutura de escola péssima”, questiona a estudante Vanessa Vieira.
Nessa quarta-feira, dia 3, o DFTV mostrou que duas das dez salas estão sem teto. A estrutura cedeu. Por isso, a direção teve que colocar os alunos também na biblioteca. Mas nesta quinta-feira, dia 4, quase 40 alunos se espremeram para acompanhar as lições.
“Faz muito calor, fica ruim pra estudar”, reclama um aluno.
O prédio, que já foi uma garagem de ônibus, é alugado. Em uma sala, o chão é esburacado. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Entorno, das 17 escolas estaduais de Águas Lindas, apenas sete funcionam em sede própria. O restante usa espaços alugados ou cedidos pelo município. Na Escola Estadual Maria do Carmo Lima, o prédio é do governo, mas só recebeu melhorias depois da iniciativa dos professores, pais e alunos.
Mas os alunos reclamam da falta de estrutura no pátio. Eles querem quadras para praticar esportes. “Ninguém faz educação física, porque a quadra está inacessível”, comenta o estudante Lucas Ferreira.
Outro problema é a falta de vagas. “Essa é a escola mais perto da minha casa. As outras têm que pegar condução, e eu não tenho condição de pagar lotação todos os dias para o meu filho ir estudar. E até hoje ele está fora da sala de aula”, reclama a mãe de aluno Ana Cláudia de Souza.
A Secretaria de Educação de Goiás informou que o dinheiro para a reforma vai estar na conta em 15 dias.
Flávia Marsola / Érito Meirelles










