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SUPER BACTÉRIA MATA TRÊS PESSOAS – BRASÍLIA-DF

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Super bactéria mata três pessoas

Fonte: Record DF - 07/10/2011 19:58 | Por Redação

GDF confirma cinco mortes por bactéria, mas descarta surto

'Foram casos isolados, em diferentes regiões', disse secretário de Saúde.

Vítima mais recente foi menina de 10 anos, que morreu na terça-feira (4).

secretário de Saúde, Rafael Barbosa, descartou nesta sexta-feira (7) a possibilidade de o Distrito Federal estar atravessando uma epidemia de contaminação pela bactéria Streptococcus pyogenes.

De acordo com a secretaria, cinco pessoas morreram por complicações provocadas pela bactéria neste ano. A vítima mais recente foi uma menina de 10 anos, que morreu na última terça-feira (4). “Foram casos isolados que aconteceram em diferentes regiões”, afirmou o secretário.

Barbosa informou que duas mortes foram provocadas por uma variação da Streptococcus. De acordo com o secretário, apenas quem teve contato direto com as pessoas contaminadas devem ficar em estado de alerta. Essas pessoas vão receber penicilina e serão monitoradas.

Apesar de descartar a possibilidade de um surto, Barbosa recomendou que as pessoas que sentiram febre, tosse, dor de cabeça, dor de garganta e dores no corpo desde o dia 1º de setembro procurem atendimento médico. “Os sintomas da contaminação são semelhantes aos de uma gripe comum”, disse.

O Ministério da Saúde informou nesta sexta que está monitorando os casos no DF, mas que o problema é local e está sendo investigado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep). Em nota técnica repassada para os hospitais no DF no final do mês passado, a Divep informou que exames confirmaram que as mortes de duas mulheres entre agosto e setembro foram provocadas pela bactéria Streptococcus pyogenes.

A primeira vítima também foi uma menina de 10 anos, moradora do Lago Sul. A segunda foi uma mulher de 38 anos, que morava no Guará. Elas apresentaram febre, dor de garganta, dores pelo corpo, falta de ar e coriza. O quadro clínico das vítimas se agravou rapidamente e elas morreram em até cinco dias após apresentarem os primeiros sintomas.
Fonte: G1 DF - 07/10/2011 17h49 - Atualizado em 08/10/2011 15h31
Amigos das vítimas da Streptococcus foram medicadas e não correm risco
Todas as pessoas que tiveram contato com as três vítimas da bactéria Streptococcus pyogenes foram medicadas e não correm risco de desenvolver infecções relacionadas ao micro-organismo. A garantia foi dada ontem pela subsecretária de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do DF, Cláudia Cunha. Entre os imunizados estão os colegas de turma de Fernanda Pires, 10 anos, no Colégio Marista, na Asa Sul, e familiares e amigos que conviviam com qualquer uma das três vítimas. A escola terá aula normalmente na segunda e terça-feira. No restante da semana os estudantes serão liberados por causa dos feriados de 12 (Dia da Criança e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil) e 15 de outubro (Dia do Professor).

Para imunização, o grupo de risco recebeu injeção de penicilina (1) em dose única na última semana. Além do cuidado com as pessoas ligadas às vítimas, agentes de saúde —como enfermeiros e médicos — e socorristas, bombeiros e atendentes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram orientados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica a usar máscara, óculos e luvas em todos os atendimentos realizados.

O chefe de Operações da Central Integrada de Atendimento (Ciade), tenente-coronel Wilton de Melo, explicou que os procedimentos recomendados pela nota reforçam os cuidados de praxe da corporação. “Todos os nossos profissionais devem usar luva, máscara e luva, independentemente da bactéria. O que acontece é que alguns deixam de usar em algumas situações”, explicou. “Com a bactéria, percebemos que os socorristas passaram a tomar mais cuidado com o equipamento de proteção individual”, completa.

Exames
Com os parentes e colegas das vítimas imunizados, e com os cuidados especiais adotados pelos trabalhadores da saúde, a secretaria espera os resultados dos exames no material enviado para o laboratório Adolfo Lutz, em São Paulo. As conclusões devem demorar de 20 a 30 dias. Esse prazo pode ser reduzido, devido ao pedido de urgência feito ao laboratório paulista. “É preciso esperar para ver como essas culturas de bactérias vão se comportar, como elas são. Não adianta ter pressa”, explicou Claúdia Cunha.

Como o quadro das três vítimas se agravou em menos de 12 horas, evoluindo rapidamente para o óbito, a secretaria não descarta a hipótese da cepa da bactéria ser um mutante. Daí, a expectativa em relação aos resultados do Adolfo Lutz. Estima-se que de 5% a 15% dos indivíduos normais abrigam a Streptococcus pyogenes no trato respiratório e na pele, sem causar doença.

Sintomas

De acordo com a Secretaria de Saúde, diante do sinais abaixo, a melhor alternativa é buscar atendimento médico

» Febre
» Dores musculares
» Falta de ar leve, moderada ou grave
» Artrite e dores nas articulações
» Dor de cabeça
» Lesões na pele
» Diarreia e vômito
Fonte: Correio Braziliense - Flávia Maia - Publicação: 10/10/2011 06:47 Atualização:
Temor de contaminação por bactéria aumenta procura em hospitais da cidade

Depois de três mortes confirmadas por contaminação da bactéria Streptococcus pyogenes, os brasilienses preocupados com um possível surto procuraram hospitais públicos e particulares da cidade. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal tentou tranquilizar a população em entrevista coletiva na última sexta-feira, na qual descartou uma epidemia. Classificou as mortes como casos isolados, pois as vítimas não se conheciam nem tinham atividades em comum. Mas, mesmo sem haver motivo para pânico, há quem não se sinta seguro e ainda tenha dúvidas a respeito da ação da bactéria.

Em busca de respostas, a Vigilância Epidemiológica estuda individualmente óbitos recentes em que as vítimas tenham apresentados sintomas parecidos: febre, dor no corpo, dificuldade de respirar ou dores nas juntas. Exames específicos de sangue podem detectar a presença da bactéria e possíveis infecções. As três vítimas são do sexo feminino: duas crianças de 10 anos e uma mulher de 38.

O mal-estar é parecido com o de doenças como a gripe e a dengue. Por isso, centenas de pessoas que se sentiram incomodadas correram para os centros de saúde em busca de ajuda. Em alguns hospitais, não encontraram médicos disponíveis. A dona de casa Magali Sangela, 38 anos, moradora de Samambaia, procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) próxima de casa.

Sem socorro, ela foi ao Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Lá também não conseguiu consulta. Terminou a peregrinação no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Ela sentia dores de cabeça, enjoo e dor no peito. Preocupou-se ao ver na internet notícias sobre a bactéria. “Fiquei muito assustada. As pessoas morreram rápido e ninguém explica do que se trata”, disse.

Antes de levar Victória ao médico, Cássia e Jackson compraram álcool-gel para evitar o contágio no hospital (Bruno Peres/CB/D.A Press)


Antes de levar Victória ao médico, Cássia e Jackson compraram álcool-gel para evitar o contágio no hospital


A estudante Núbia Francisca da Silva, 18 anos, moradora do Varjão, passou pelo Hospital do Guará e pelo Regional de Taguatinga (HRT) antes de chegar ao Hran. Esperou durante uma hora até ver o médico. Chegou a desmaiar após vomitar e sentir fortes dores no corpo. “Provavelmente, é só uma gripe forte. Mas, diante das informações sobre essa bactéria, achei melhor prevenir. Falei com o médico, ele me tranquilizou e pediu todos os exames”, relatou, enquanto aguardava os resultados.

Até a tarde de ontem, a chefia de equipe de plantão do Hran não havia recebido nenhuma orientação especial da Secretaria de Saúde para lidar com pacientes que apresentem sintomas. “A contaminação depende muito do sistema imunológico de cada um. Se a pessoa é debilitada, tem maior propensão ao contágio”, explicou o médico e chefe de equipe do Hran, Elizário César Leitão. A Secretaria de Saúde informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que todos os hospitais do DF receberam instruções. Afirmou também que o movimento nos hospitais não aumentou.

O gerente de loja Valder Silva, 23 anos, morador de Taguatinga, seguiu as orientações da Secretaria de Saúde e, ao sentir febre e dores no corpo, procurou atendimento. “Vim ao HRT por causa da bactéria. Corri para o hospital. Vou pedir indicação de remédio para o médico”, disse Valder, que adotou o hábito de lavar as mãos com frequência, por medo de ser contaminado.

A rede particular também recebeu pacientes preocupados com a Streptococcus pyogenes. Jackson Ferreira Barbosa, 34 anos, e Cássia Mara Carvalho da Silva, 35, moradores do Guará, levaram a filha Victória, 2 anos e 7 meses, ao Hospital Santa Lúcia. O médico diagnosticou sinusite. “Fiquei muito preocupada. Antes de vir, compramos álcool-gel, para evitar o contágio dentro do hospital. Se acontece algo com a minha filha, ninguém vai me devolver a vida dela. Então, todo cuidado é pouco”, afirmou Cássia.

Tira-dúvidas
1 O que é a Streptococcus pyogenes?
É uma bactéria frequentemente encontrada nos seres humanos. Estima-se que entre 5% e 15% dos indivíduos abriguem-na sem manifestar infecções ou sintomas. Entretanto, quando ocorre baixa no sistema imunológico, essa bactéria pode causar diversos tipos de problemas. O mais comum deles é a faringite. O maior risco de morte acontece quando a Streptococcus pyogenes atinge a corrente sanguínea. Nesses casos, as possibilidades de o paciente sofrer um choque séptico (infecção generalizada) são elevadas. O micro-organismo também pode causar meningite, outra doença que mata. Existem outros tipos de Streptococcus, que podem causar doenças diferentes. A maioria das espécies, porém, é inofensiva.

2 Quais os sintomas?
O mal-estar se parece muito com o da gripe e o da dengue. Por isso, é preciso ficar atento. Febre, dores musculares, falta de ar (leve, moderada ou grave), artrite, dores nas articulações, dor de cabeça, lesões na pele (erisipela, celulite, impetigo e fasceíte), diarreia e vômito.

3 Como se dá a transmissão?
A forma mais comum é a transmissão direta (pessoa a pessoa), por meio de saliva ou de gotículas expelidas no ar quando a pessoa infectada fala, tosse ou espirra. O contágio também pode acontecer pelo contato direto com as secreções da pele dos doentes.

4 O que fazer caso os sintomas surjam?
O principal é evitar a automedicação. Caso os sintomas citados se manifestem, procure um hospital. O tratamento sugerido pela Vigilância Epidemiológica é feito à base de penicilina ou antibióticos semelhantes, que devem sempre ser receitados por um médico.

5 Como se prevenir?
» Não há vacina contra a bactéria Streptococcus pyogenes. O ideal é que as pessoas reforcem os cuidados básicos de higiene, como lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou usar álcool-gel a 70%;
» Os objetos pessoais (anéis, pulseiras, relógios) devem também ser higienizados, pois podem acumular micro-organismos que, em geral, não são removidos durante a lavagem das mãos;
» Quando tossir ou espirrar, a pessoa deve cobrir o nariz e a boca;
» Aconselha-se o uso de lenços descartáveis para higiene nasal;
» Deve-se, ainda, evitar compartilhar objetos pessoais, como copos, talheres e toalhas de banho

Fonte: Correio Braziliense - Leilane Menezes - Publicação: 09/10/2011 08:31 Atualização:

Mortes levantam suspeitas de bactéria mutante em circulação no DF

As mortes por infecções de Streptococcus pyogenes levantam suspeitas sobre a circulação de bactérias mutantes na cidade. O micro-organismo que já matou duas pessoas do sexo feminino em Brasília não é considerado complexo e resistente.

Atinge principalmente crianças e é um dos causadores de faringites. Investigações da Vigilância Epidemiológica vão mostrar se há alterações nas cepas das bactérias que infectaram as vítimas recentes. Especialistas explicam que é muito difícil prevenir as contaminações por essa bactéria, já que ela tem grande circulação: cerca de 15% da população possui o micro-organismo no sistema respiratório, mas não manifesta qualquer infecção ou sintoma.

O diretor científico da Sociedade Brasiliense de Infectologia, Henrique Pinhati, diz que as mortes, ocorridas entre agosto e setembro, causam estranhamento. “Sem dúvidas, há uma cepa diferente circulando pela cidade. De repente, começou a haver óbitos de forma incomum. Isso pode ser atribuído à presença de uma bactéria com maior produção de toxinas”, justifica Pinhati. Mesmo se houver eventuais mutações, o especialista garante que não se trata de um micro-organismo resistente a antibióticos. “O tratamento normalmente é feito com penicilina, da forma mais tradicional. O problema é que essa bactéria tem uma agressividade intrínseca”, comenta o infectologista.

Henrique Pinhati garante, entretanto, que a população não precisa ficar em pânico. Na opinião do especialista, quem deve se manter alerta é a comunidade médica. “Os profissionais que atenderem pessoas com os sintomas de infecção nas emergências dos hospitais devem prestar atenção para fazer esse diagnóstico. O surgimento de variantes mais agressivas de uma bactéria não é um fenômeno incomum, mas normalmente esses agentes infecciosos muito severos com os hospedeiros desaparecem rapidamente. Isso aconteceu na Europa, no caso da chamada bactéria carnívora”, diz Pinhati.

Se na maioria das vezes a Streptococcus pyogenes não causa danos, algumas infecções podem ser graves e letais. Um exemplo do que o micro-organismo pode provocar é a escarlatina — uma manifestação dessa bactéria que causa vermelhidão na pele por conta de toxinas mais fortes. A doença normalmente começa com uma faringite e evolui para sintomas mais severos. Nas complicações graves, a escarlatina causa até problemas renais.

Variações

O professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Antônio Carlos Pignatari assegura que a Streptococcus pyogenes normalmente não apresenta resistência contra antibióticos, mas ele destaca o perigo que representam algumas variações da bactéria. “Algumas cepas podem produzir toxinas e acarretar casos muito graves, até com óbito. Essa bactéria pode ter transmissão entre pessoas, particularmente em crianças, pelo contato das mãos, e podem acontecer pequenos surtos”, afirma.

Pignatari também acredita na possibilidade de bactérias diferentes estarem em circulação. “O que poderia justificar esses casos mais graves e os óbitos é a disseminação de cepas toxigênicas, produtoras de toxinas.

Elas têm potencial de provocar manifestações mais graves. Mas não se trata de cepas resistentes a antibióticos”, acrescenta o infectologista da Unifesp. “Os laboratórios clínicos identificam com facilidade essa bactéria com a realização de culturas e também de um teste rápido, que consiste na coleta de material da garganta. Isso pode ser feito no próprio pronto-socorro”, finaliza Pignatari.

O infectologista Alexandre Cunha, que preside a Sociedade Brasiliense de Infectologia, afirma que não há estatísticas sobre a ocorrência de infecções e de óbitos por Streptococcus pyogenes. “Essa não é uma infecção de notificação compulsória, então não sabemos a real frequência. Podem ter havido dezenas de registros, ou apenas os dois citados.

Mas como os médicos começaram a comentar esses casos, a Secretaria de Saúde divulgou a nota técnica”, explica Cunha. Ele não classifica os casos como um surto de Streptococcus pyogenes. “Do ponto de vista de saúde pública, é mais importante fazer uma investigação individual dos registros, até porque não há como prevenir a transmissão”, comenta.

Ação rápida

As bactérias carnívoras são um tipo grave de micro-organismo, que receberam esse nome por conta do efeito sobre o corpo humano. Elas agem sobre a pele e depois sobre os músculos com um efeito de necrose, como se estivessem “comendo” a carne humana. A ação da bactéria carnívora é extremamente rápida e ela pode levar a óbito em grande parte das infecções.

Perigosa

Ao contrário da Streptococcus pyogenes, que não é resistente a antibióticos, outra bactéria se transformou em ameaça nos hospitais públicos e particulares de Brasília. No ano passado, um surto de Klebsiella pneumoniae carbapenemase colocou médicos e pacientes em alerta. Conhecida como KPC, a bactéria era extremamente resistente aos antibióticos e fez pelo menos 25 vítimas somente entre outubro e dezembro do ano passado.

Fonte: Correio Braziliense - Luiz Roberto Magalhães  - Helena Mader - Publicação: 07/10/2011 06:59 Atualização:

Bactéria Streptococcus mata três no DF e deixa região em estado de alerta


A morte da estudante do 5º ano do Colégio Marista (609 Sul) Fernanda Pires, 10 anos, na terça-feira, é o terceiro óbito no Distrito Federal relacionado à bactéria Streptococcus pyogenes. No último dia 27, uma nota técnica assinada por Sônia Maria Geraldes, diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, foi enviada aos hospitais e centros de saúde da capital informando sobre a “ocorrência de óbitos associados à infecção por Streptococcus pyogenes em agosto e setembro de 2011 no DF.” A nota segue com um alerta: “Esse evento representa risco de propagação ou disseminação que necessita de rápida intervenção médica onde os casos apresentados possuem um padrão epidemiológico diferente do habitual no Distrito Federal”.

Até então, havia duas mortes relacionadas à bactéria. Ontem à noite, a subsecretária de Vigilância em Saúde do DF, Cláudia Cunha, confirmou ao Correio que um exame de hemocultura feito em amostras colhidas de Fernanda Pires atestou a presença da Streptococcus pyogenes. No entanto, de acordo com Cláudia, ainda não é possível afirmar como foi a evolução da doença que matou a estudante de 10 anos.

A nota técnica, nº 11/2011, atesta que “a Subsecretaria de Vigilância em Saúde do Distrito Federal recebeu a notificação de dois óbitos, entre agosto e setembro, por doença invasiva provocada pela Streptococcus pyogenes, conforme resultado laboratorial”. As vítimas, informa a nota, eram duas pessoas do sexo feminino, de 11 e 38 anos, que apresentaram febre, mialgia (dores musculares), coriza e dispneia moderada (falta de ar). Nas duas situações, o quadro dos pacientes agravou-se em menos de 12 horas e as mortes das pacientes, mesmo elas tendo sido levadas para UTIs, ocorreram em até 24 horas após a internação. Segundo o texto, o intervalo entre o início dos sintomas e os óbitos foi de cinco dias.

O relato assemelha-se ao quadro que vitimou Fernanda. Ela se sentiu mal no último sábado, reclamou de dores de garganta, e apresentou febre, além de vômitos. Após ter sido atendida no Hospital Alvorada Taguatinga, Fernanda retornou para casa, mas, no domingo, voltou a sentir febre, desta vez acompanhada de tosse. A estudante foi levada novamente ao Alvorada na madrugada de segunda-feira, mas seu estado já era grave. Encaminhada à UTI do hospital à tarde, recebeu a atenção de vários especialistas, foi tratada com doses fortes de diversos antibióticos, mas o agente infeccioso que agiu no organismo da criança já havia se espalhado.

Infecção generalizada
Fernanda morreu por volta das 17h30 de terça-feira, vítima de disfunção múltipla dos órgãos causada por um choque séptico (infecção generalizada). Ela foi cremada ontem, em cerimônia reservada apenas a familiares e amigos mais próximos, no Jardim Metropolitano, em Valparaíso. Apesar das três mortes, a subsecretária Cláudia Cunha ressaltou que elas não estão interligadas. “Não existe qualquer correlação entre os três casos, que ocorreram com públicos diferentes e em locais distintos”, afirmou. Segundo ela, os casos estão sendo investigados e por enquanto não há motivos para alarde. “Não há porque criar qualquer situação desnecessária de alarde. Ainda não existe razão para isso”, afirmou (leia mais ao lado).

O Correio procurou hospit’ais da cidade. A assessoria de imprensa do Santa Lúcia, Santa Helena e Prontonorte informou que as unidades receberam orientação especial da Vigilância Epidemiológica sobre uma possível infecção pela bactéria Streptococcus pyogenes. As comissões de infecção hospitalar dos três hospitais já monitoram possíveis casos. O médico Caio Rosenthal, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de São Paulo, ressaltou que existe a possibilidade de um surto e que as pessoas e os centros médicos da capital devem ficar atentos. “Uma nota técnica como essa é um alerta. É para deixar os médicos em suspeição.”

Informado sobre o que ocorreu com a estudante do Marista, Caio Rosenthal declarou que as famílias dos alunos do colégio devem ficar ainda mais atentas. “Elas devem, sim, ficar preocupadas. Pode ter havido transmissão. Não há vacina. O que essas famílias têm que fazer é estar atentas aos sintomas e, no surgimento deles, não fazer a automedicação. O paciente deve ser encaminhado a um hospital e explicar ao médico que teve contato com a criança que morreu”, acrescenta.

Fonte: Correio Braziliense - Luiz Roberto Magalhães - Helena Mader - Publicação: 07/10/2011 06:20 Atualização:


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