DOZE VEREADORES E UM DESTINO – VALPARAÍSO-GO
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A Câmara de Vereadores de Valparaiso de Goiás, realmente está bastante desvalorizada, haja vista que nenhum dos atuais doze “representantes do povo” parece ter prestígio suficiente para pleitear uma candidatura ao Cargo Majoritário ou no mínimo ser vice em alguma chapa. Há um burburinho na cidade de que a Prefeita não pretende alçar para vice, nenhum dos Vereadores por dois motivos; o primeiro é que nenhum deles tem lastro financeiro suficiente para ajudá-la na campanha e o segundo é que a vaga de vice é para ser negociada com quem ainda não é do grupo, obviamente por que quem já é do grupo, em nada acrescentará ao número de votos, pois já é do grupo. Na principal chapa oposicionista há um problema um pouco diferenciado, pois dos três Vereadores de oposição, dois são do PT, e certamente o Partido dos Trabalhadores não se lançará com chapa pura, seria suicídio político, restando, portanto, o Vereador Presidente do PPL Walter Mattos que ainda tem alguma chance de ser aproveitado na chapa petista.
O fato é que a gestão legislativa 2009/2012 foi frustrante, medíocre e decepcionante para os moradores de Valparaiso de Goiás. O que vimos foram oito Vereadores aparentemente vendidos e coniventes com as barbaridades cometidas pelo desgoverno Lêda Borges, como a venda da Rua Espanha, aumento vertiginoso dos impostos, criação de várias secretarias e contratação sem concurso de milhares de servidores contratados, além de proteger a Prefeita de dois pedidos de cassação que até hoje estão paralisados na Câmara. Por outro lado os Vereadores de oposição se mostraram indolentes e resignados, sem forças ou vontade para fazer uma oposição de verdade, fiscalizando efetivamente os atos do Poder Executivo.
É triste observarmos que nenhum daqueles que recebeu o voto de confiança da população se ache capaz de administrar a cidade, ou mesmo que tenha prestígio suficiente para ser convidado para Vice, em alguma das chapas com chances reais de vencer as eleições. Para a maioria destes “representantes do povo”, a partir de 2013, será apenas uma lembrança o tempo em que poderiam influir nos destinos do povo e do Município de Valparaiso de Goiás.
Para a maioria do povo valparaisense restará apenas um sentimento! Já vão tarde!











Comentários
Denegrir é uma palavra racista, pois ao ponto de vista da língua denegrir é colocar negro, se você quer ofender o jornal ao menos procure palavras inteligentes para isso. O seu racismo me enoja. E sim, o Valparaíso é uma merda, tá pior que a faixa de Gaza, a Valtv só mostra um pouco da dura realidade. Se você acha que o jornal deve "exbranquiar'(nos seus termos racistas) poste algum motivo. O que essa cidade tem de bom?
Essa foi boa, esse jornal defedendo o município. A única coisa que esse site faz é denegrir a imagem da cidade, e olha que nao sou eleitor do Prof. Silvano.
Eu sei também quem é você, ( sou eu) e se formos falar em passado... o que seria de você lembra daquele dia que te encontrei no itiquira numa situação...?
Valparaíso como as outras cidades em volta de Brasília, exceto as que já aqui estavam quando Brasília chegou, no meu entender são cidades aluviais, nascidas pela sedimentação dos excedentes da capital, e como depósitos aluviais, precisam ser bem tratados, retrabalhados, pois são férteis, mas são frágeis.
Considerando a comparação entre a cidade e um depósito aluvial, sabemos que os depósitos aluviais são mal classificados, nos depósitos aluviais naturais, clássicos, existem uma mistura de diversos elementos, areia, pedras, barro, lama, e impurezas, assim também é uma cidade aluvial, pois reúne pessoas de todas as índoles, origens, e intenções, e só com a purificação desse aluvião, é que a cidade passa a caminhar na direção da formação de uma sociedade.
Construir uma sociedade é um dos mais complicados empreendimentos que se pode imaginar, ainda mais se buscarmos a construção de uma sociedade justa. Aglomerar pessoas é fácil, uni-las em torno de um objetivo comum tem sido desde a antiguidade o fracasso de muitos que tentaram, um dos mais poderosos homens que pisaram a terra, Adolf Hitler, não conseguiu formar a sonhada Sociedade Ariana, mesmo contando com 8 milhões de seguidores fiéis, e toda a força do Estado Alemão. O homem não é um ser solitário por natureza, em épocas muito remotas já buscava viver em grupo, assim se protegiam, se ajudavam em todas as tarefas, principalmente na alimentação do grupo, aumentavam as chances de procriação, de aprenderem uns com os outros, mas ali começava o que hoje presenciamos, notadamente em nossa cultura ocidental, onde ao criar meios de sobrevivência e dispositivos que melhorem a qualidade de vida, o próprio homem destrói propositalmente o ambiente tão importante para todos, e sem o qual sucumbirá em curto espaço de tempo, criando problemas maiores do que consegue resolver, surgindo aquele ciclo vicioso, para resolver um problema os homens criam outros.
Na política não é diferente, na maioria das vezes no afã desenfreado de uma população, tentando resolver um problema de má gestão política, acabam elegendo outros gestores piores do que aqueles que lá estão, findam fazendo uma troca como popularmente se diz, “De seis por meia dúzia”, e aí é esperar quatro anos para tentar de novo consertar o erro. Porém se reeleitos os que lá estão o sofrimento e o arrependimento já começam no dia seguinte á eleição.
É esse o foco da luta em defesa de um legislativo que garanta a harmonia entre os poderes sem se abdicar de sua independência.