A CAIXA PRETA DO IPASVAL – VALPARAÍSO-GO
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É absolutamente inconcebível que o roubo milionário do IPASVAL (Instituto de Previdência dos Servidores de Valparaiso de Goiás) tenha sido planejado e executado por apenas uma pessoa. De acordo com as investigações, foi constatado que os desvios começaram desde o primeiro mês da gestão da Prefeita Lêda Borges (janeiro de 2009) e só acabaram 20 meses depois, denunciado por uma Comissão de Sindicância, culminando com a prisão de Rogério Silva Teixeira. Teoricamente o assunto estaria concluído, já que o roubo foi denunciado, supostamente desvendado e o ladrão identificado e preso. No entanto, para qualquer cidadão que tenha um mínimo de capacidade intelectual, restam algumas perguntas sobre as circunstancias que envolveram este crime.
1ª – Por que a Polícia Civil pediu o “Sigilo de Justiça” para este caso, já que o mesmo é de interesse de milhares de Servidores Públicos que tem o direito de saber para onde foi o dinheiro deles?
2ª – Por que o Superintendente da entidade José Ayres Lopes Filho, pai do Vereador Emanoel Ayres, sendo este, representante do Poder Legislativo no Conselho dos Servidores de Valparaiso, a época, não foi afastado durante as investigações ou depois, por suspeita de envolvimento, ou para proteger a sua integridade moral, já que tem como função precípua, a aplicação e fiscalização dos recursos da entidade, e por que não dizer incompetência, por permitir ou não perceber que a entidade estava sendo roubada por quase dois anos, e por fim se comprovada a sua participação no crime, para que o mesmo não destruísse ou forjasse provas?
4ª – Por que o Conselho Municipal dos Servidores, que tem como Presidente o Sr. Eduardo, genro da Secretária de Educação Lucia Kop, também não identificou o problema, tendo em vista que o referido conselho tem entre suas atribuições a fiscalização e proteção dos recursos dos Servidores?
| 5ª – Por que a advogada Marcia Teixeira estava com seu cliente, o Superintendente do Ipasval, sentada junto ao Delegado Marcelo Mauad, dando declarações a imprensa, quando da prisão do estelionatário Rogério Silva Teixeira, já que teoricamente o Superintendente seria um dos suspeitos, por conivência, omissão ou incompetência? |
6ª – Por que a Prefeita Lêda Borges não se manifestou com mais veemência sobre o caso, exigindo uma apuração mais rigorosa dos fatos, retirando o Superintendente do cargo e contratando uma auditoria imparcial e independente para dar uma satisfação aos Servidores e a sociedade Valparaisense? E por que não o faz, mesmo agora, já que está no último ano de mandato, e talvez limpe um pouco a barra para com os Servidores Municipais?
7ª – E afinal, como está sendo gasto o dinheiro dos Servidores? Por quem? Para quem? Para que serve o Conselho Municipal da instituição?
Em vista da extrema dificuldade de obtermos essas respostas, estamos acompanhando de perto, as 3 (três) Ações com pedidos de liminares, impetradas pelo Sindsepem/Val, pedindo o afastamento imediato do Superintendente José Ayres Lopes Filho e seus assessores, a volta das reuniões do Conselho suspensas desde o final do ano passado, bem como a prestação de contas do Instituto, com a apresentação dos depósitos, pagamentos e notas fiscais.
Parabenizo os dirigentes do Sindsepem/Val, pela iniciativa e conclamo a todos os Servidores para fiscalizar pessoalmente como estão sendo usados os recursos que são descontados dos seus contracheques, objetivando garantir o futuro de vocês.










Comentários
É assim, exercendo nossa cidadania, que podemos contribuir para a transformação de uma gestão pública como a atual - desqualificada ética, moral, técnica e juridicamente em todas as áreas da administração.
Vamos esperar agora o posicionamento da justiça sobre o assunto.
Olízia Alves.
Presidenta do Sindsepemval