Passagens do Entorno para Brasília estão mais caras (Bom Dia DF - 27/07/2009)
Fonte: Bom Dia DF
O aumento passou a valer nesse domingo (26). Os passageiros reclamam que passaram a pagar mais por um serviço ineficiente.
No primeiro dia do reajuste das passagens, os novos preços estavam afixados no pára-brisa dos ônibus. Para os passageiros, uma diferença que pesa no bolso.
“Para quem mora lá, no fim das contas já dá quase um salário. Assim, o dinheiro que você ganha no trabalho é pra pagar passagem”, diz a dona de casa Elizabeth Martins Costa.
"Faz diferença, sim. Tirando do meu bolso ou dos patrões. Se já estava um absurdo, por R$ 3,70, imagina agora por quase R$ 4”, reclama a diarista Elizânia Guedes.
Outros defendem que o reajuste não seria ruim, se junto com ele houvesse aumento de linhas e horários. “Faz diferença. E além de serem ônibus desconfortáveis, não tem toda hora.Tem vez que a gente fica mais de meia hora na parada, esperando. Eles deviam colocar mais ônibus, porque a gente paga caro e não tem conforto”, fala a dona de casa Edinalva Maria de Oliveira.
“Com este aumento devia melhorar, ter mais linhas de ônibus. Hoje, a gente tem pouca opção”, diz a doméstica Míriam Santos.
O aumento é concedido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) todos os anos, na segunda quinzena de julho, para as linhas semi-urbanas, que são as que passam por cidades e áreas rurais, em distâncias de até 75 km. Para calcular o reajuste, a ANTT leva em consideração alguns índices de inflação. Este ano, o aumento ficou em mais de 6,2%.
As passagens de Valparaíso, por exemplo, sobem de R$ 2,80 para R$ 2,95. De Águas Lindas, de R$ 3,95 para R$ 4,25. Cidade Ocidental passa de R$ 3,10 para R$ 3,30. E de Brasília para Santo Antônio do Descoberto, de R$ 3,75 para R$ 3,95.
Muitos passageiros acreditam que o aumento vai prejudicar, principalmente, quem mora no Entorno e procura um emprego no DF. “Claro que prejudica. Os empresários não querem contratar pessoas que moram em Águas Lindas. Ficam com um pouco de preconceito com as pessoas que moram distante”, reclama o vigilante Paulo Severo dos Santos.
“Geralmente, para conseguir trabalho eles sempre perguntam se você mora longe. Se você mora, eles não dão preferência. Aí, acabam pegando comprovante de endereço de outras pessoas que moram perto. Já estava difícil conseguir emprego, agora então...”, lamenta a operadora de telemarketing Thaís Cristina Ferreira.
Lívia Veiga / Lázaro Aluísio










