Ônibus que ligam Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto ao DF circulam normalmente (Bom Dia DF - 17/08/2009)
Fonte: Bom Dia DF
Mas os rodoviários do Entorno podem cruzar os braços mais uma vez esta semana, provavelmente na sexta-feira. Em assembléia ontem, eles não aceitaram a proposta feita pelos empresários.
Houve bate-boca e muita confusão. O presidente do Sindicato dos Rodoviários queria começar a assembléia na hora marcada. Muitos rodoviários foram contra, porque dois ônibus fretados que transportavam motoristas e cobradores de Santo Antônio do Descoberto e de Águas Lindas ficaram retidos na Polícia Rodoviária Federal.
“Nós suspeitamos de alguma represália. Tudo para tentar impedir esse pessoal de chegar aqui”, disse o motorista Henrique Rodrigues. “Nós chegamos lá umas 21h30. Ficamos meia hora parados e a Polícia Federal parou o ônibus e não deixou ninguém sair”, contou o cobrador Francisco Erivam.
O clima continuou tenso durante toda a assembléia. Mas a contraproposta das empresas, de aumentar os salários em 7,5%, foi rejeitada. Os funcionários querem 18% de reajuste e aumento dos salários dos cobradores até atingir 60% da remuneração dos motoristas. Eles chegaram a discutir uma nova proposta para continuar negociando. Só que a maioria decidiu pela greve.
O transporte coletivo em nove cidades do Entorno é operado por cinco empresas de ônibus. Na maioria das cidades, como Luziânia e Santo Antonio do Descoberto, uma empresa apenas tem o monopólio do serviço. A licitação das linhas, que deveria ter sido feita no ano passado, foi adiada pela Agência Nacional de Transportes (ANTT) para o ano que vem.
Nessa segunda-feira (17), os rodoviários devem procurar o Ministério Público para encerrar as negociações e definir um número mínimo de ônibus para continuar rodando durante a greve. Também vão avisar a população 72 horas antes da paralisação.
“O sindicato vai procurar o Ministério Público do Trabalho para negociar tudo que a lei exige. Só após isso, o sindicato poderá e fará a decretação de uma greve no transporte”, afirmou o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Goiás, Reinam Ferreira.
Renata Feldmann / Braz Vieira










